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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Quem foi Gabriel García Márquez?


A viagem que Gabriel García Márquez fez com a mãe a Aracataca no começo de março de 1952, para vender a casa dos avós onde havia nascido, talvez seja, como ele reiteraria anos mais tarde, um dos fatos mais decisivos de sua vida literária.
García Márquez era um jovem escritor de vinte cinco anos com a convicção de que todo bom romance é bom em função de duas circunstâncias simultâneas: ser uma transposição poética da realidade e uma espécie de adivinhação cifrada do mundo.
No mesmo trem que o levou de volta a Barranquilla, onde estava morando fazia dois anos escrevendo para o jornal El Heraldo, começou a perguntar à mãe sobre os avós: como tinham sido de verdade, de onde e quando haviam chegado a Aracataca, quem era o homem que o coronel Márquez tinha precisado matar num duelo quarenta e quatro anos antes e quem, finalmente, havia refundado Aracataca ao lado dos Márquez Iguarán a partir do ano do cometa Halley.
Em 1955 viajou para a Europa como correspondente do El Espectador. No final dos anos 50, de volta às Américas , trabalha em Caracas (Venezuela) e em Nova York, onde dirigiu a agência de notícias Prensa Latina.
Em 1960, García Márquez muda-se para a Cidade do México e começa a escrever roteiros para cinema. Publica então seu primeiro livro de ficção, "Ninguém Escreve ao Coronel", e aquele que seria seu romance mais conhecido, "Cem Anos de Solidão" (1967).

Até 1975, García Márquez viveria na Espanha. Em 1981, volta para a Colômbia; acusado pelo governo de colaborar com a guerrilha, exila-se no México.

Em 1982, recebe o Prêmio Nobel de Literatura.

O escritor retorna ao jornalismo em 1999, quando passa a dirigir a revista Cambio. Em 2001, publica "Viver Para Contá-la", primeiro volume de sua autobiografia. García Márquez é o autor de "Crônica de uma Morte Anunciada" (1981), "O Amor nos Tempos do Cólera" (1985), "O General em Seu Labirinto" (1989) e "Notícias de um Seqüestro" (1996), entre outros livros de ficção, memória e reportagem.


3 comentários:

  1. Oi pessoal! Não tenho mta certeza, mas vou arriscar que o jornal era "El Heraldo", onde Gabriel tinha uma coluna chamada "La Jirafa" e assinava com o pseudônimo "Septimus". Acertei?!

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  2. Acho que a primeira publicaçao dele foi um conto chamado "A Terceira Resignação", publicado em 1946 pelo jornal liberal El Espectador, de Bogotá. Começou a estudar Direito influenciado pela familia, mas abandonou seus estudos, rendendo-se, mais tarde ao Jornalismo.

    Carla

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  3. Bem,de volta às Américas, Gabriel trabalha em Caracas (Venezuela) e em Nova York, onde dirigiu a agência de notícias Prensa Latina.

    Cristiane Campos.

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